Quando vi o trailer de Espelho, Espelho Meu pela primeira vez imaginei que o filme teria uma pegada diferente para atrair adultos. Mas, não; o filme é voltado para a diversão infantil mesmo. Para ficar um pouquinho mais interessante e palatável para as mentes inquietas da petizada de hoje alguns ingredientes extras foram incluídos, como o visual estonteante dos figurinos e cenários que realmente parecem saídos de um conto de fadas, um príncipe aparvalhado que passa grande parte do tempo sem camisa mostrando o corpinho (em uma cena a rainha má Julia Roberts chega a dizer "alguém arruma uma camisa para o principe porque eu não estou conseguindo me concentrar"), uma Branca de Neve que não passa de uma mosca-morta mas ganha vida no decorrer da história, e sete anões com cara de tarados que roubam as cenas em que aparecem.
Mesmo para a garotada a história chega a ficar meio chatinha em alguns pontos, mas nada que não seja suportável até a próxima piadinha infame. O diretor indiano Tarsem Singh não nega as origens e durante os créditos finais transforma a festa de casamento da princesa em um animado musical de Bollywood. E quem prestar atenção aos créditos finais vai ver que o filme é carinhosamente dedicado à figurinista japonesa Eiko Ishioka, responsável pelos figurinos exuberantes do filme, que faleceu em janeiro último. Resumindo tudo em uma linha, o filme deve fazer sucesso nas sessões da tarde das TVs nos próximos anos.





.jpg)


