terça-feira, 9 de outubro de 2012

Josh Bray


Josh Bray mora em Londres, de onde está lançando uma carreira que tem tudo para explodir em nível mundial. A seu favor ele tem o mérito de ter lançado no ano passado um primeiro álbum simplesmente impecável com 12 faixas ótimas. A cada vez que eu ouço o CD Whisky and Wool eu sou tocado de forma diferente por uma música que se torna a minha favorita até a próxima audição. Acabo de passar a tarde na companhia dele e hoje foi Testify que fez morada na minha cabeça.

Josh Bray - Testify:


Segundo as informações da home page oficial, Josh Bray terminou a turnê de shows pela Inglaterra na semana que passou. Estou torcendo para que, depois do merecido descanso, ele comece logo a produção do segundo álbum. Mal posso esperar.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Pesquisando

O processo de votação no Brasil atingiu um grau de técnica sem paralelos em nenhum outro país. É fantástico o aparato que se mobiliza para que todos os milhões de eleitores tenham acesso a uma cabine de votação. Por outro lado as pesquisas de intenção de votos, mais uma vez, foram simplesmente desastrosas.

Há vários métodos estatísticos para se realizar uma pesquisa de opinião pública e vários parâmetros científicos que precisam ser obedecidos para que a pesquisa tenha valor. Todo mundo sabe disso, e tenho certeza que as pesquisas de intenção de voto têm sido realizadas dentro do que é prescrito. Mas talvez não estejam considerando uma qualidade única do brasileiro: a malícia. O brasileiro tem, via de regra, pecha de maroto e não hesita em brincar mesmo com as coisas mais sérias. Ele dá valor ao voto, mas não às pesquisas. Quando perguntam sobre sua intenção, fala ali qualquer coisa que venha à cabeça.

Só isto explica os disparates enormes das pesquisas. Eu acredito que Russomanno nunca chegou a ter 35% de intenções de voto. Teve, isto sim, 35% de pessoas dizendo que votariam nele simplesmente para "tirar um sarro". Campanha nenhuma muda a cabeça de milhões de eleitores em dois dias sem um grande acontecimento realmente inesperado.

Aqui na minha cidade não foi diferente: o candidato vitorioso venceu com 50,99% (tinha 62% nas pesquisas), e o segundo candidato obteve 43,15% (enquanto nas pesquisas não passava de 29%). São diferenças grandes demais para um processo científico controlado. Ainda temos muito que aprender neste campo.

domingo, 7 de outubro de 2012

Versões

Uma das vantagens da idade é que as músicas que a gente curtiu na juventude estão voltando redescobertas por uma nova safra de cantores. Há por aí jovens talentosíssimos revisitando grandes sucessos do passado com versões super inspiradas.

Tome a Miley Cyrus, por exemplo. Nunca fui fã dela, embora tenha dois discos do pai dela, um da época em que o Billy Ray Cyrus ainda era gatinho e emplacou o sucesso country Achy Breaky Heart, e outro de 2007 (Home At Last) em que ele interpreta alguns sucessos do cancioneiro americano (tem You've Got A Friend e Over The Rainbow). Mas a Miley Cyrus nunca me significou nada. Isto até bem recentemente, quando a ouvi interpretando Lilac Wine (música de 1950), uma das 10 músicas mais bonitas de todos os tempos na minha opinião. Com esta interpretação Miley Cyrus passou a existir para mim.



Quanto ao Maverick Sabre, dele eu já gostei de cara (falei dele aqui, no começo do ano). Ouvir então Maverick Sabre interpretando Georgia On My Mind (que é de 1930) nesta versão acústica apenas com violão tem sido simplesmente uma delícia.




sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Bibi - Histórias & Canções


A tecnologia do atual estado da técnica já permite que artistas sejam projetados em hologramas no meio de um palco, e não vai demorar muito para que o espectador possa receber uma imagem tridimensional do artista em sua sala de visita para um show particular. Mas, enquanto isto não acontece em escala comercial, temos as transmissões de imagem de alta definição em tempo real que já não são novidades há muito tempo. Ontem fui ver de perto o resultado do projeto de transmitir uma apresentação (o show Bibi - Histórias & Canções) em tempo real diretamente do Teatro Frei Caneca para 29 salas de cinema do Brasil. Assisti no CineFlix, em São José dos Campos.

Tecnicamente, é perfeito. Imagem e som impecáveis, 8 câmeras captando os melhores ângulos, e a gente assistindo à tudo como se estivesse no melhor lugar da sala. Mas, infelizmente, ainda não inventaram um jeito de criar aquela emoção que se sente simplesmente por estar no mesmo ambiente de uma estrela, aquela sensação resultado da mistura de admiração com espanto. É tudo muito bom, é ótimo estender a oportunidade para outras pessoas virem um espetáculo como este, mas o calor da presença faz uma falta gigantesca.

Eu já tinha assistido Bibi Ferreira ao vivo em duas oportunidades: em A Gota D'Água e em Piaf. Ainda não inventaram adjetivos para descrever a força da presença desta mulher. Em Histórias & Canções ela entra em cena elegante em um vestido preto com decote generoso e sem mangas, exibindo sem falso pudor o corpo que traz sem disfarces as marcas dos 90 anos de idade. Ela faz piadas com a própria idade, agradece o carinho do público com humildade, esbanja simpatia por todos os poros, e através do canto e de pequenas histórias pitorescas faz um retrospecto de quase um século de música.

É absolutamente incrível como a voz de Bibi Ferreira não parece ter envelhecido nem um pouco. Qualquer ouvinte consegue distinguir as gravações de Ray Charles ou de Frank Sinatra na juventude e na senioridade, mas Bibi Ferreira continua, aos 90 anos, com a mesma voz potente sem demonstrar nenhum esforço visível com o fôlego ou a respiração.

Nunca vou me esquecer de uma declaração recente que Bibi Ferreira deu a uma revista: "Andaram espalhando por aí que eu tenho 91 anos, e agora vai ficar difícil arrumar namorado".  Bibi Ferreira é simplesmente um assombro. Ela provavelmente é um daqueles ET's que vivem incógnitos entre nós como mostraram em Os Homens de Preto.

Minha mãe é uma peça

Já se imaginou fazendo uma longa viagem, de vários dias, com uma mulher do seu lado que não para de falar e se intrometer na sua vida? Para piorar um pouco, você não pode simplesmente abrir a janela do carro e jogá-la na estrada porque ela é a sua mãe.

Eu adoro road movies, e quando uma das passageiras é a Barbra Streisand fazendo a mãe judia supercontroladora tudo fica mais interessante. O trailer promete.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Oh, God, it looks like Daniel must be the clouds in my eyes

Quando Daniel Radcliffe estrelou Harry Potter aos 11 anos de idade já dava para perceber que o bruxinho tinha tudo para virar um destruidor de corações. Mas não precisava exagerar, né? Ele não consegue ficar feio nem com um par de chifres, que é como vai aparecer no filme Horns (que ainda não tem título oficial em português). Está quente aqui ou sou eu?


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Same love

De repente me peguei curtindo pra caramba um rap. Same Love, de Macklemore and Ryan Lewis (feat. Mary Lambert), a música que conta em um vídeo emocionante a história de uma vida inteira de luta pela igualdade de direitos.

Terapia destrutiva

A Califórnia se tornou esta semana o primeiro estado americano a criminalizar as terapias reparativas para realinhamento de sexualidade. Parece coisa de filme de terror, mas não é incomum nos Estados Unidos que famílias tradicionais enviem filhos gays para estes acampamentos normalmente administrados por instituições religiosas conservadoras para uma lavagem cerebral. A proibição, é claro, não se deve somente ao fato de estas terapias serem ineficazes, mas principalmente por serem comprovadamente danosas.

Para mim, acreditar no poder destas terapias é mais ou menos como acreditar em tratamento psicológico para mudar a cor da pele ou dos olhos. É como acreditar que se pode rezar um mês sem parar e no final acordar negro ou de olhos azuis.