quarta-feira, 17 de julho de 2013

Nas melhores casas do ramo

Às vezes o mercado lança produtos simples e revolucionários que deixam qualquer um se perguntando "como consegui viver até hoje sem isso?" Agora, o pior mesmo deve ser descobrir que você já tinha o produto mas não sabia usar...

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Na alegria e na tristeza

Comecei o dia me debulhando em lágrimas com a história emocionante de John Arthur e Jim Obergefell, que vivem juntos em Ohio há mais de vinte anos. Os dois tinham decidido que se casariam um dia se o casamento igualitário viesse a ser aprovado em Ohio. No entanto, há cerca de dois anos, John foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica, uma doença neurodegenerativa progressiva e fatal. Ele depende de cuidados durante as 24 horas do dia, já perdeu os movimentos, está rapidamente perdendo a fala, e o prognóstico médico é que lhe restam poucos meses de vida.

Depois da recente decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de estender os benefícios do casamento igualitário para a esfera federal, e considerando o agravamento da condição de John, o casal decidiu se casar no estado de Maryland, onde o casamento igualitário já é permitido. Primeiro, Jim viajou sozinho a Maryland e obteve a licença de casamento. Com a ajuda das redes sociais conseguiram levantar a quantia necessária para fretar um jatinho adaptado para ambulância, a única forma viável de transportar John. Embarcaram levando um enfermeiro e também a tia de John, Paulette Roberts, que há algum tempo havia conseguido a licença para oficializar casamentos pensando exatamente em um dia poder celebrar a união do sobrinho. O avião pousou no aeroporto de Baltimore, taxiou até uma área reservada, e ali mesmo dentro da aeronave foi realizada a emocionante cerimônia de casamento. Logo em seguida retornaram todos a Ohio onde as famílias os esperavam ansiosos.

O vídeo com a história de John e Jim é lindo e emocionante. Coloquei aí abaixo, depois do pulo, porque não consegui desprogramar o autoplay, então o vídeo começa a rodar assim que acessado. Deixe um lenço preparado.

sábado, 13 de julho de 2013

Spy vs. Spy

É claro que a presidente Dilma e os representantes dos outros países têm que protestar oficialmente e exigir explicações sobre os casos de espionagem internacional pelos Estados Unidos, mas isso é só um teatrinho cuidadosamente preparado para que os países espionados não fiquem muito feios na fita. Na prática, é mais ou menos como quando o filho gay sai do armário. Todo mundo já sabia, quem não sabia desconfiava, tudo vai continuar como estava e não há nada que se possa fazer para mudar as coisas, mas mesmo assim ainda precisam fazer um escândalo e fingir surpresa.

A informação é uma das ferramentas estratégicas mais poderosas nos dias de hoje. Eu trabalhei durante muitos anos como engenheiro em uma empresa de material de defesa que exportava com a ajuda do governo brasileiro para países amigos em situações de conflito. A informação lá dentro era tratada como ouro. Tínhamos códigos para algumas palavras-chaves, e as informações eram classificadas em sigilosas, confidenciais, sensíveis ou secretas. Tínhamos até cursos periódicos sobre o tratamento e a manipulação das informações.

A espionagem faz parte do cotidiano de toda instituição - seja indivíduo, empresa ou nação - que lida com informações estratégicas. Todo mundo sabe disso. O importante é não ser descoberto. Ninguém controla a espionagem do outro e a única forma de se precaver é protegendo a sua própria informação.

O paralelo mais simples para se entender tudo isso são as redes sociais. A única forma de se proteger é cuidando da informação que você expõe ou publica, mas ninguém controla o que os outros publicam ou pesquisam no meio de toda a enormidade de dados disponíveis. E assim o mundo gira.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

O passado te condena


Hoje em dia basta ficar relativamente famoso para seu passado inteiro vir à tona com um clique da internet. Bastou o vídeo da música country All American Boy do Steve Grand ganhar fama e passar de um milhão de visualizações e o moçoilo aparecer em algumas entrevistas de rádios e TVs locais que começou a jorrar de todos os lados o passado de ensaios fotográficos nus e talvez filmes adultos (acho pornográfico uma palavra meio degradante e depreciativa). Na carreira paralela ele era também conhecido por Steve Chatham, Finn Diesel e Steve Starchild.

O gostosão que apareceu ao lado dele no vídeo da música é Fratmen Taylor, que na vida real não parece ser tão difícil quanto o personagem interpretado no vídeo. Aliás, dizem as boas línguas que ele é facinho, facinho... Se você já tomou o remedinho para o coração e já colocou as crianças para dormir, então aproveita que a vovó está com os olhos vidrados na novela e dá uma espiadinha no dossiê completo da dupla - mas, vá com cuidado caso você ainda esteja na fase da inocência.

O que eu acho disso tudo? Eu acho ótimo! O Steve Grand continua lindo, a música continua gostosinha de ouvir, e eu nunca tive nada contra filmes adultos, muito pelo contrário.

(Obrigado ao amigo Emiliano pela dica preciosa!) 

Era uma vez...


Muito bacana ver como as redes sociais e a Internet em geral têm servido de ferramenta eficiente para a saída do armário dos famosos. Muito melhor do que convocar uma coletiva de imprensa e ter que responder às inevitáveis perguntas chatas ou indiscretas dos repórteres.

A declaração do Ricky Martin postado no site oficial em 2010 pegou o mundo de surpresa. Não pela revelação, mas pela decisão de torná-la pública de uma forma tão abrangente. De lá para cá o processo já evoluiu muito, e parece que está se tornando tendência fazer tudo de uma forma mais natural - como fazer via rede social uma declaração à pessoa amada para o mundo todo ver. Foi assim com a Daniela Mercury, e foi assim com a Larissa e a Lili, atletas do vôlei de praia, na semana passada. Uma declaração pessoal feita de forma pública como num descuido ou, melhor ainda, como se fosse a coisa mais natural do mundo que realmente é. 
Lili: Hoje é nosso dia, paixão!! Momentos maravilhosos e inesquecíveis! Deus é maravilhoso comigo, agradeço a ele todos os dias por ter me dado você. Vivemos, aprendemos, crescemos, brincamos, sorrimos... E o mais importante é que em todos esses momentos você estava comigo. Te amo cada dia mais e tenho muito orgulho de ser sua namorada. Você é maravilhosa!!! Se cuida pra mim, tá? Beijos.
Larissa: Mais um ano de muito amor! Cada dia mais feliz... Coração acelerado só de pensar em você! Eu não vou parar. Eu vou mimar você até quando eu puder. Se isso é um defeito você pode até pedir pra eu parar. Mas isso é tão bom. Eu cuido de você, você cuida de mim. Se existe outro jeito, eu prefiro assim. E quer saber, eu vou te amar. Assim, você quem vai cuidar de mim. Eu cuido de você e enfim. Amor não vai faltar.
Achei muito bonito e inspirador. Quem não gostaria de ouvir uma declaração destas? Estou torcendo para que elas contagiem muita gente com esta felicidade.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Confessionário


Diferentemente de Avenida Brasil, que ninguém tinha falsos pudores de confessar que gostava, ou de Salve Jorge, que todo mundo amava odiar, Amor à Vida não desperta grandes emoções. O talento do Mateus Solano deu notoriedade ao personagem da bicha má Félix, que inunda as redes sociais como veículo para frases de efeito cheias de veneno e sarcasmo, mas ninguém parece muito interessado no desenrolar da história. O casal gay feito pelos também talentosos Thiago Fragoso e Marcello Anthony parece meio pasteurizado e não despertou grandes emoções, nem contra nem a favor.

Mas a novela tem apresentado algumas cenas muito boas, como este momento confessional mostrado ontem entre os personagens do Mateus Solano e do gostosão Júlio Rocha. Em uma única cena o autor conseguiu dissecar muito bem a verdade por trás da grande maioria dos ex-gays casados, os maridos Brokeback Mountain. Ganha um doce quem não conhecer alguém exatamente assim.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Estive grande


Uma das vantagens das redes sociais é poder acompanhar de perto todo o processo de nascimento de um astro. Como no caso do Steve Grand, o cantor que gastou todas as economias para fazer o vídeo e lançar a música All American Boy que eu postei aqui na última sexta-feira, e que até a semana passada ainda tocava em um bar pouco conhecido em Chicago e madrugava aos domingos para cantar no coro de uma igreja. Depois da divulgação do vídeo Steve Grand já deu entrevistas para várias estações de rádio e TV e mal consegue entender a fama repentina, principalmente para um rapaz gay que havia sido submetido pelos pais a sessões de "terapia reparativa de sexualidade". 

Está sendo muito interessante acompanhar na página dele no facebook todas as impressões sobre as mudanças inesperadas trazidas pela notoriedade. E, é claro, eu precisava de uma boa desculpa para divulgar esta foto dele, deliciosamente sexy exalando uma irresistível inocência pecaminosa.

domingo, 7 de julho de 2013

Truque de Mestre


Truque de Mestre (Now You See Me, 2013) acerta em todas as direções. Primeiro, com o elenco. Como não gostar de um filme que tem Mark Rufallo, Morgan Freeman e Michael Caine? Não há uma única nota destoante no elenco. Tem Jesse Eisenberg em um papel muito parecido com o Zuckerberg de A Rede Social, mas porque o personagem aqui também é muito parecido: inteligência acima do normal, excesso de autoconfiança, rapidez de raciocínio. Tem a francesa Mélanie Laurent, que traz um charme especialíssimo com a beleza, o sotaque sutil e uma certa fleuma europeia que serve de contraponto para a sofreguidão da polícia americana. E tem também Dave Franco - irmão mais novo do James Franco - dono de um sorriso capaz de desarmar uma guerra.

O texto é uma glória. Quem entende inglês e assistir no original vai se deliciar com as frases de efeito que parecem ter sido cuidadosamente esculpidas pelas mãos de um roteirista muito hábil. Todo diálogo é recheado de ironias finas e sarcasmo inteligente destilados em frases de efeito que ficam na memória e têm tudo a ver com o filme, como "Primeira regra para quem quer fazer mágica: é preciso ser o mais inteligente do recinto" ou "Quanto mais se olha, menos se vê". Estas frases resumem a estratégia do filme, que fica clara desde as primeiras cenas: nada é o que parece ser e você estará sendo enganado o tempo todo.

Na história, quatro ilusionistas foram preparados durante um ano por uma pessoa misteriosa de identidade desconhecida para realizar um grande golpe envolvendo o roubo de milhões de dólares com técnicas de ilusionismo. Tudo é feito na frente de milhares de pessoas com um mise-en-scène espetacular e dramático, típico dos shows de ilusionismo, e resta ao FBI e à Interpol decifrar o mistério ou assinar o atestado de idiotas declarando que os quatro são mesmo mágicos com poderes paranormais. Michael Caine é o grande empresário que está financiando o show dos ilusionistas, Morgan Freeman é um destes caras que se dedicam a revelar o segredo de grandes farsas, e Mark Ruffalo é o detetive do FBI meio atrapalhado e muito cético responsável pelas investigações.

O roteiro é muito bem amarrado e não deixa um único segundo desinteressante ou desnecessário. Uma delícia do primeiro ao último segundo.