quarta-feira, 22 de maio de 2013

O gato Félix

Félix Khouri, o vilão interpretado por Mateus Solano em Amor à Vida, que vive dando pinta e parece estar se divertindo com as maldades que faz, já é o novo queridinho do público e já pode deixar a memória de Carminha descansar em paz.

Prova disso é a enxurrada de referências ao vilão nas redes sociais. Já está aprovado, já é tendência. E conforme Mateus Solano for se sentindo mais à vontade na pele do personagem, Félix deve se soltar ainda mais, para nossa alegria.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Kiss kiss, bye bye

Um juiz de paz de uma cidade do sudeste do Pará pediu demissão do cargo ontem porque não quer ser obrigado a fazer casamentos de casais homossexuais. Na Argentina foi igual, há dois anos.

É a prova mais viva que o país está aposentando algumas ideias e conceitos. Quem não mudar junto estará mesmo fadado a ir para casa, vestir o pijama, e passar o restinho de vida se lamentando de como era verde o vale. Isso não é maravilhoso?

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Bodas de estanho


Dá para acreditar que na Bélgica já existem casais gays prestes a celebrar bodas de estanho? Em duas semanas, no dia 1º de junho, serão comemorados dez anos da entrada em vigor da lei que aprovou a igualdade no casamento na Bélgica (a lei foi aprovada em 30 de janeiro de 2003). Os belgas estão se preparando para comemorar a data, e este anúncio de uma empresa que organiza casamentos não poderia ser mais inspirador.

E, não, o país não foi devastado por bolas de fogo nem por pragas de sapos caídos do céu. Pelo contrário, estão muito melhores do que a gente.

Casar não é legal, mas é legal

Hoje é o Dia Internacional de Combate à Homofobia. E nada melhor do que ouvir um pouco o Jean Wyllys, a mente mais lúcida do nosso Congresso atual. Apesar da aprovação pelo STF e da resolução do Conselho Nacional de Justiça, o casamento gay no Brasil ainda não é legal. Mas é legal!



(Se não conseguir acessar o vídeo, veja aqui).


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Joaquim Barbosa, o cara

Dizem que o ministro Joaquim Barbosa é irascível, impaciente, metido, e áspero. E isso para mim não tem importância nenhuma porque eu não preciso acordar ao lado dele toda manhã. O que realmente importa para mim é a diferença que Joaquim Barbosa está fazendo nestes nossos tempos tão carentes de homens com culhões.

Há dois anos Joaquim Barbosa deu voto favorável à equiparação da união estável entre cônjuges do mesmo sexo com o instituto já existente no nosso código civil, e deixou claro que a partir daí era papel do Congresso regulamentar a nova situação. Mas em dois anos não houve nenhuma evolução da matéria no Congresso, apenas tentativas de reverter a decisão do STF.

Mas Joaquim Barbosa tem pressa. E é reconfortante perceber que ele tem plena consciência do retrocesso a que o Congresso pretende submeter nossa sociedade, e não parece hesitar em peitar todo mundo de uma vez só. A resolução aprovada esta semana pelo Conselho Nacional de Justiça, do qual Joaquim Barbosa é presidente, é curta e grossa. Tem apenas uma página, e o primeiro de seus três artigos reza:
Art. 1º É vedada às autoridades competentes a recusa de habilitação, celebração de casamento civil ou de conversão de união estável em casamento entre pessoas de mesmo sexo.
A resolução foi redigida e proposta pelo próprio Joaquim Barbosa. Ele sabe que está cutucando evangélicos e outros fundamentalistas com vara curta. Mas, como dizemos lá em Minas, está cagando e andando para este povinho.

E eu nem vou falar do julgamento do mensalão para a postagem não ficar muito longa e perder o foco. Joaquim Barbosa é o cara!

Ursinho Blau Blau

Eu já falei do Ben Cohen aqui, aqui e aqui. Mas um cara destes é realmente difícil tirar da cabeça. Ainda mais agora que ele publicou suas primeiras fotos como modelo da Comfort Zone UK, fabricante de um amaciante de roupas ecológico. E agora vocês me dão licença que eu tenho um tanque de roupa para lavar que depois o Ben vem aqui amaciar...





quarta-feira, 15 de maio de 2013

Sean salva o mundo

Sean Hayes, o eterno Jack de Will & Grace volta em breve às TVs americanas com uma série própria, Sean Saves the World. Na série ele é o pai gay de uma garota de 14 anos. Alguns dos teasers já me fizeram rir muito, como esta cena abaixo em que ele explica como um homem gay pode ter transado com uma mulher e ter tido uma filha. Ah, a famigerada "recaída"...


E é claro que na história não poderia faltar a mãe dominadora, feita pela ótima Linda Lavin, rosto bastante familiar para quem é viciado em séries americanas.


Dá para imaginar um sem-fim de situações engraçadas para se explorar neste contexto com potencial explosivo. Nas mãos de bons roteiristas a série tem tudo para vingar e acontecer.

Também não se pode deixar de notar a evolução do tópico gay nas séries americanas. Parece que ontem mesmo Dawson's Creek estava falando de primeiro beijo e de sair ou não do armário, e de repente isso já é tão século passado!

terça-feira, 14 de maio de 2013

Reminiscências...


Algumas coisas aconteceram muito rápido na minha vida. Passei direto do terceiro ano do ensino médio para o primeiro ano do curso de engenharia sem cursinho pré-vestibular, e formei-me engenheiro com 22 anos de idade. No último mês do último ano na faculdade me inscrevi para uma vaga de emprego e fui escolhido. Saí da faculdade e comecei a trabalhar em seguida. Dois meses depois montei meu apartamento e deixei a casa dos meus pais. Eu tinha 22 anos, era engenheiro formado, tinha um bom emprego e meu próprio apartamento. Minha família me achava o máximo.

Hoje fui matar as saudades dessa época através do velho álbum de retratos. Fiquei olhando um tempão esta foto aí em cima do meu primeiro apartamento e me lembrei de tanta coisa boa que quase esqueci da vida. Meu apartamento era o ponto de encontro dos amigos. A gente conversava a noite toda, ouvia música, víamos filmes, novos amigos vinham, o círculo crescia. A gente dançava e cantava como se não houvesse amanhã. Meus irmãos, primos, cunhados, sobrinhos, sempre apareciam e sempre se misturaram muito bem com meus amigos. Meus pais costumavam dar uma passadinha no sábado à tarde e eu aprendi a fazer bolo de fubá com a minha mãe. Eu nunca deixei de sentir que meus pais sempre tiveram um orgulho imenso de mim.

Não sei porquê tudo isso me veio à cabeça hoje. Mas eu sei que é por tudo isso que eu sou assim.