domingo, 1 de junho de 2014

Os homens são de marte... e é para lá que eu vou

Os Homens São de Marte... e é para Lá que Eu Vou é divertido e ágil e vem comprovar mais uma vez que o Brasil deixou para trás a fase do filme-favela para produzir ótimas comédias urbanas (O Divã, Minha Mãe é uma Peça e S.O.S. Mulheres ao Mar são só alguns dos exemplos recentes de comédias muito acima da média que arrastaram multidões aos cinemas).

Fernanda (Mônica Martelli), a personagem central, lembra muito a Carrie Bradshaw de Sex & The City. Uma mulher moderna, liberada e independente, mas completamente imatura emocionalmente e que, embora se julgue muito avançada, ainda pensa exatamente como nossas bisavós que foram criadas para somente ser felizes quando encontrarem um homem a quem possam se dedicar para o resto de suas vidas. Mônica Martelli é muito boa se se sente completamente segura dentro da personagem que idealizou e que já vinha representando nos palcos há quase uma década.

Enquanto Fernanda fica batendo a cabeça para lá e para cá comprovando cada vez mais que "mulheres querem casamento/homens querem se divertir", quem quase rouba o filme é o Paulo Gustavo fazendo mais uma vez (e muitíssimo bem!) o papel dele mesmo - o amigo gay hiperativo de língua ferina e tiradas cheias de humor. Muito boa diversão.



5 comentários:

Anônimo disse...

Luciano, achei que você ia comentar "The Normal Heart", que passou na HBO neste final de semana, já que foi aqui que vi o primeiro teaser do filme e me interessei pelo enredo...

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Eu adoro o Paulo Gustavo! Adorei "Minha mãe é uma peça". Acabei de ver a Mônica falando do filme no Saia Justa. Quero conferir.

Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz disse...

bem interessante ... gosto do Paulo Gustavo ...

railer disse...

bacana! também postei sobre o filme hoje!

abraços,
raileronline

Antonio de Castro disse...

como dizer que eu prefiro os filmes-favela?

apesar de Divã e Minha Mãe É uma Peça serem bons exemplos de filmes classe média brasileiros.

Marcos Campos disse...

Vi o monólogo da Monica. Gostei.
Já o filme, apesar da sua boa critica, estou com uma certa preguiça de ver, adoro o Paulo Gustavo, mas ando vendo bastante coisa dele e pergunto: não está ficando tudo muito igual ?

Abraço !