domingo, 16 de fevereiro de 2014

Caçadores de Obras-Primas

Eu tenho uma queda grande pela estética cinematográfica normalmente utilizada para retratar a segunda grande guerra. Adoro os uniformes, as locações no interior da França, as pontes, os sotaques, as cores. Então já tinha, desde o início, uma predisposição para gostar de Os Caçadores de Obras-Primas (The Monuments Men, 2013), história baseada em fatos reais sobre um grupo formado para recuperar grandes obras de arte pilhadas pelos alemães no final da guerra.

O filme começa com a história um pouco retalhada entre os integrantes do grupo, mas logo a gente se acostuma com eles e consegue acompanhar a linha de ação de cada um. Apesar de o elenco sofrer baixas ao longo da história e de haver suspense, a maior parte do tempo o filme pode ser comparado a um episódio de Guerra, Sombra e Água Fresca, série americana exibida por aqui nos anos 70 que mostrava a guerra por uma perspectiva de humor irônico. O elenco é absolutamente fantástico e inclui até Hugh Bonneville (o Lord Grantham de Downton Abbey) e Cate Blanchett no único papel feminino.

Em resumo, é boa diversão e faz a gente sair do cinema pensando sobre o valor de todo o acervo cultural que a humanidade tem acumulado ao longo dos séculos e como tudo isso pode ser destruído por um louco inconsequente. No começo dos créditos ao final do filme são exibidas fotos autênticas dos caçadores de obras-primas que inspiraram a história.

3 comentários:

Oliveira Santos disse...

Deve mesmo ser muito interessante, e por falar em caçadores precisamos é mesmo de cada vez mais leis mais atuantes neste País, vejam o que aconteceu em Brasília, revoltante mesmo e não deu em nada. Estes vizinhos deveriam ser presos, a imprensa esteve no local mas não deu em nada o rapaz filmou tudo e saiu na imprensa local, resultado o rapaz voltou para o RJ. Onde está a OAB e a polícia???? Revoltante isto.
http://extra.globo.com/noticias/brasil/jovem-alega-ser-vitima-de-homofobia-filma-vizinhos-pichando-porta-de-sua-casa-11532108.html

Anônimo disse...

O George Clooney é um cara digno de respeito.
De galã gostosão que provocava delírios passou a competente ator e diretor com firme e interessante postura política, sem mijar fora do penico. Incluindo evitar negar as constantes fofocas sobre ser gay, para não ofender seus amigos gays.
Os filmes sobre a Segunda Guerra nos colocam frente a essa alucinação tomando todo o continente que foi sempre nossa referência de inteligência. É a grossura em meio à cultura e, nesse caso, visto do pouco explorado prisma da cultura e da arte.
George mais uma vez mija no centro do penico.

Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz disse...

Fiquei curioso para ver ... boa sinopse!