terça-feira, 2 de julho de 2013

O Homem de Aço


O Homem de Aço (Man of Steel, 2013) é bom divertimento embora exagere na destruição no final, e fica realmente excelente no último segundo, exatamente quando Clark Kent se apresenta para a vaga de repórter do Planeta Diário - a identidade secreta que vai resguardar o super-herói nos momentos em que ele não estará salvando o planeta ou lutando pelos fracos e oprimidos. A continuação, que certamente virá, promete.

Antes de chegar a este momento derradeiro o filme conta a história da destruição do planeta Krypton e o envio do recém-nascido Kal-El para o planeta Terra. Corta para o homem de aço já adulto percorrendo vários cantos do planeta em busca de respostas, mostra sua infância por meio de flashbacks ocasionais, e ganha impulso com a chegada da espaçonave comandada pelo General Zod, que havia tentado um golpe de estado em Krypton e sobrevivera à destruição do planeta, e que chega para buscar Kal-El e subjugar o planeta Terra.

Quando finalmente Kal-El e o General Zod têm o esperado embate, a destruição parece fugir do controle, a ponto de perturbar. No meio de uma cidade gigantesca com ares de Nova York ou Chicago (o nome Metrópolis nunca é mencionado) a luta entre os dois kryptonianos deixa um rastro de destruição perturbador com arranha-céus inteiros desmoronando de forma espetacular. Parece que os realizadores queriam, de alguma forma, trazer à mente as imagens do 11 de setembro.

Um dos pontos altos do filme é o tratamento psicológico dado ao homem de aço. Nos meus tempos de criança, qualquer garoto sonhava em ter super-poderes e arrasar com os fortões que intimidavam a escola com o bullying cruel. Mas a infância do homem de aço nesta versão não foi nada fácil. Bem antes de conseguir domar suas habilidades e transformá-las em super-poderes, o garoto tinha super-sentidos que não conseguia controlar e que lhe infernizavam a existência. Mesmo depois de adulto ele tem dúvidas existenciais, e perto do final chega a procurar um padre para se aconselhar a respeito de um dos grandes dilemas que enfrenta na história.

Henry Cavill é outro trunfo do filme. Ele tem um rosto e corpo tão perfeitos que dá até raiva, chega a parecer resultado de computação gráfica. Mas, transmite, com eficiência, a ideia de fragilidade psicológica.

Em resumo, O Homem de Aço diverte bastante e abre as portas da franquia que certamente produzirá várias sequências. E eu não deixarei de ver nenhuma das aventuras do meu super-herói favorito.

5 comentários:

Anônimo disse...

É Metropolis. Aparece o nome em uma legenda quando a nave de Zod chega à cidade.

Anônimo disse...

Superhomem 10 x zumbis 0

Rafael disse...

Poxa Luciano, spoiler já no primeiro parágrafo? :(

Anyway, parabéns pelos 3 anos de blog! ;)

Jota Farr disse...

Gostei do filme também, a crítica tem tido uma má vontade como não vejo a tempos; por se tratar de um reboot as pessoas ficam comparando demais com a produção dos anos 70, se fosse para ser igual, melhor não fazer né? A cidade é Metropolis, aliás seria um erro se não fosse.Vida longa ao nosso herói favorito nos cinemas.

Oliveira Santos disse...

Eu me arrepiava quando ouvia o tema do Super Homem, e lembro-me que quando passou no cinema com o ator Christopher Reeve era só para maiores, imaginem tinha censura!!!