sexta-feira, 9 de maio de 2014

Chão de fábrica


Felizmente são cada vez mais frequentes as notícias de empresas que combatem o preconceito em todos os seus níveis, mas quem conhece uma linha de produção de fábrica no Brasil sabe o quão homofóbicos e machistas estes ambientes podem ser. Por isso é inspirador ver a atitude do Maximiliano Neves Galvão, daqui da minha região do Vale do Paraíba, que impetrou um processo contra a multinacional Ericsson por ter sido vítima de homofobia no período em que trabalhou na empresa. A justiça acaba dar ganho de causa a ele e definir indenização de 90 mil reais que deverá ser paga imediatamente.

Maximiliano, que é casado há dois anos com o Augusto Galvão, já é um exemplo a ser seguido na luta contra a homofobia e reafirma o papel importante que a família representa em momentos como este: "Eles me apoiaram sempre. Tenho inclusive um irmão gêmeo, já casado e com filhos. Nunca sofri na minha casa o que sofri neste trabalho".

7 comentários:

Gera Souza disse...

Parabens ao Maximiliano pela persistência e coragem.
Que sirva de exemplo para todos!
Abs

Julio Paiva disse...

Parabéns, eu sempre tive uma postura muito sutil e discreta para combater a homofobia,(Dando o exemplo e não discriminando ninguém,)mas nos dias de hoje, dias de Facebook, internet e celular, ironicamente,creio que só processando e fazendo valer a lei.

Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz disse...

Sensacional ... parabéns a ele ... sou um privilegiado ... nunca passei por isto nem em família, nem com amigos e colegas e muito menos no trabalho ... e sou explícito desde os meus 30 anos ...

Ro Fers disse...

Que este exemplo sirva de incentivo aos que sofrem ou sofreram algo do tipo.

Esdras disse...

Divido apartamento com o advogado que defendeu a empresa no caso. Dia desses ele chegou arrasado me contando que tinha perdido a causa, e eu fiquei deliciado! Até pq o doutor em questão tbm é gay, e faz a linha bombado-discreto-que não curte afeminado.
Ver o caso estampado aqui, nesse blogue do qual não perco uma linha nunca, é um prazer duplo, ou melhor, triplo, se contar com o momento em que irei mostrar essa matéria pro advogado que dá o rabo, mas é macho pra caramba!

Marcos Campos disse...

Muito legal ! Super iniciativa !
Se agíssemos mais em nosso próprio favor, fazendo valer o respeito que merecemos enquanto pessoas, as coisas estariam bem melhores ! Eu acho ...

Anônimo disse...

E que delicinha a pessoa parece ser, não?