segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Vendo ou Alugo

Eles já foram da high society. Hoje são uma família falida cuja única chance de sobrevivência está na venda da casa da família, outrora um palacete que recebera embaixadores e representantes das altas rodas cariocas mas que hoje não passa de um casarão velho caindo aos pedaços e circundado por uma favela. As quatro mulheres que habitam a casa são as quatro gerações da família e representam tipos bem característicos: a bisavó (Nathália Timberg) vive com a cabeça nos dias de glória do passado, a avó (Marieta Severo) se adaptou aos novos tempos e vive de pequenos rolos e tem um bom relacionamento com o traficante do morro (Marcos Palmeira), a filha (Silvia Buarque) é uma hippie naturalista ortodoxa, e a neta é simplesmente uma adolescente normal tentando sobreviver no meio desta família maluca.

A maior parte da história se passa em um único dia quando se concentram na casa, além da família, dois potenciais compradores (um gringo interessado em transformar o casarão em um hotel para estrangeiros, e um pastor evangélico) e um grupo de senhoras da terceira idade amigas da bisavó que vieram se reunir para jogar cartas e bebericar. Carmen Verônica, Ilka Soares e Daisy Lúcidi fazem as velhinhas desbocadas (como não amar um elenco desses?). Neste mesmo dia a favela está sendo invadida para ser pacificada. E está formada a confusão.

A comédia é leve e despretensiosa - às vezes até parece um programa de TV - mas o elenco fabuloso não deixa que a obra escorregue em nenhum momento. 

2 comentários:

Oliveira Santos disse...

Realmente deve ser bem divertido mesmo, as voltas que a vida dá não é mesmo,quantos já estiveram na alta e hoje na maior pindaíba!!! É a vida!!! A Terra gira!!! Nada é por acaso, não é mesmo!!!!

Anônimo disse...

Finalmente, os cineastas brasileiros cairam na real e descobrem que cinema não é só pesquisa, inovação, experimentação, erudição, pretensão, ideologia e encheção de saco. E personagens simples das classes médias dão bom caldo e podem até desgrudar as pessoas dos aparelhos de TV para ir curtir um cineminha, no bom sentido.
Aleluia! (d'après feliciano)