sábado, 7 de setembro de 2013

Flores Raras


Gostei de Flores Raras muito mais do que pensei que gostaria. O trailer havia me dado a impressão que o inglês de Glória Pires seria aflitivo (o filme é todo falado em inglês), mas não, Glória se sai muito bem interpretando em inglês. 

A grande poeta americana Elizabeth Bishop (Miranda Otto) viaja ao Brasil e se hospeda com a amiga Mary (Tracy Middendorf), americana que vivia no Brasil e tinha um relacionamento com a paisagista autodidata Lota de Macedo Soares (Glória Pires). Em pouco tempo Elizabeth Bishop e Lota se apaixonam e começam a viver um romance que dura quase vinte anos, pontuado pelos altos e baixos do temperamento forte de Lota, o alcoolismo de Elizabeth e o ciúme de Mary. Neste tempo Lota fez o projeto e a execução do Parque do Flamengo a pedido do governador do Rio Carlos Lacerda (Marcelo Airoldi) e Elizabeth Bishop escreveu uma de suas obras mais conhecidas e que lhe valeu o prêmio Pulitzer em 1956.

O visual é incrivelmente lindo e bem cuidado, a começar pelo guarda-roupa dos anos 1950, o incrível Jaguar branco conversível de Lota (que era mesmo muito rica, filha de família tradicional, sendo, inclusive, nascida em Paris), e a casa magnífica que serve de cenário para o sítio Samambaia em Petrópolis onde se passa grande parte da história. A casa utilizada é quase um personagem por si só, e é na realidade uma obra de Oscar Niemeyer situada em Pedra do Rio, com jardins projetados por Burle Marx, e que já tinha causado furor ao aparecer na minissérie Queridos Amigos exibida pela Globo em 2008, tendo sido objeto de inúmeras reportagens na época.

Flores Raras é a história de três mulheres audaciosas que viviam à frente de seu tempo, contada de forma sensível com visual caprichado.

7 comentários:

Anônimo disse...

Cabe um reparo: apesar de noticiado por toda a imprensa, ela não fez o projeto do Parque do Flamengo. Sendo pessoa de confiança do Governador Lacerda, ela chefiou o grupo de trabalho mega multidisciplinar que produziu esse projeto, posição até mais política do que gerencial.
E muito menos o de sua verdadeira casa de Petrópolis, como a personagem afirma [no trailer do filme], que era um belo projeto do arquiteto Sérgio Bernardes. A opção de abriga-la, no filme, no projeto de Niemeyer foi um acerto, pois, além de linda, é uma casa muito fotogênica.

Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz disse...

A crítica tem sido muito boa para com o filme ... ainda não assisti ... quero ver ...

Margot disse...

Ouvi bons comentários..deve ser muito bom.
Parece que a Regina Duarte esta filmando um outro, na mesma linha.. o amor feminino. Me esqueci o nome... Deve sair em breve.

Abraços Luciano... Boa semana.

Cláudio Luiz disse...

Esta casa também já foi tema do programa "casa brasileira". Muito bom o programa. O filme depois de uma tentativa frustrada, vou ver se consigo assistir esta semana.

Sidney Gaga disse...

já esperando a indicação pro oscar de figurino

Anônimo disse...

Flores Chatas...

Alessandro Trivella disse...

Sabia que Gloria não decepcionaria, afinal ela quebrou o tabu de que não se saía bem no cinema há quase vinte anos com O Quatrilho, que rendeu indicação ao Oscar inclusive. O inglês conforme ela explicou na entrevista c/ Jô Soares, foi natural porque morou dois anos na Europa e em Paris aproveitou p/ intensificar imersão não só no inglês como tb no francês, enfim uma atriz COM-PLE-TA e Brasileira, orgulho p/ gente que atualmente c/ situação política temos tão pouco p/ se orgulhar.