quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Se liga

O vídeo abaixo, sobre o vício das pessoas por smartphones foi postado há pouco mais de duas semanas e já tem quase 20 milhões de visualizações. No facebook não são poucas as campanhas pregando mais conversas e menos wi-fi.

Pois eu acho tudo isso uma grande bobagem das pessoas que não conseguem acompanhar os novos tempos. O mundo está mudando depressa e normalmente reclama quem tem dificuldade de usar as novas tecnologias a seu favor. Eu acho simplesmente fantástico ter ao alcance das mãos um computador com acesso a e-mails, vídeos, mensagens, fotos, músicas, e tudo mais que a Internet proporciona, e poder sacá-lo e usá-lo toda vez que o ambiente ao redor permitir. É este o novo mundo em que vivemos, e a tendência não vai retroceder. Adapt or die.

Há séculos atrás, quando os livros começaram a se popularizar, muita gente era considerada louca por passar muito tempo com a cabeça enterrada em um livro. Hoje em dia ninguém pensa em criticar quem lê muito. Mas as fontes de informação mudaram, e hoje em dia não vêm mais primariamente de livros e revistas, mas do aparelhinho que todo mundo carrega no bolso.

Muita gente reclama da falta de atenção ao sair com uma companhia que não para de acessar o computadorzinho de bolso (chamar de celular ou smartphone é outro erro, pois funcionar como telefone é apenas um dos recursos do dispositivo e talvez nem seja o mais usado). A concorrência realmente ficou muito acirrada, e se seu companheiro prefere a tela do computador, talvez você esteja precisando se tornar mais interessante. Competir com todo o acervo de informação/entretenimento que o companheiro tem ao alcance das mãos não vai ser fácil se o seu papo for chato e enfadonho. 

É claro que sempre vai haver momentos especiais de colocar toda a tecnologia de lado por alguns instantes, da mesma forma que muitas vezes desligamos a eletricidade para um jantar à luz de velas. Mas não existe mais muita paciência para frequentes contemplações prolongadas. As pessoas de hoje consomem informação rápida, fragmentada, de forma desordenada e constante. E eu não vejo nada de errado nisso.

11 comentários:

Homossexual e Pai disse...

outro dia vi uma placa em um restaurante "não temos wifi, conversem!" . Não sou viciado, mas as vezes me deixo entreter mais do que devia!
abs

wair de paula disse...

Como diria pai Ubu "sei lá, mil coisas...". Não concebo a falta de conectividade, mas este excesso da necessidade de conectividade me incomoda. Chego num avião e, apesar dos chamados da aeromoça, a menina ao meu lado não desliga o celular, mandando msgs para a amiga. Durante o vôo, reclama insistentemente que é um absurdo não poder usar seu smartphone de última geração. Ao pousar, freneticamente liga o celular, para informar que chegou. No museu, a obra é vista através de uma telinha. Nos shows, tb. Não é, em grande parte do tempo, um compartilhamento de informações necessárias. O problema não é a tecnologia, é o fraco uso que fazem dela as vezes. E sequer estamos tocando no assunto ecochato, do excesso de lixo gerado pela necessidade de ter o último gadget, lançado 6 meses depois do último.

RRL disse...

Nossa! Penso igualzinho a você! Óbvio que existem pessoas viciadas, mas é só ter bom senso e bom gosto!

Luciano disse...

@Wair:

Concordo. Claro que existem pessoas que fazem mau uso, mas o erro está em culpar a tecnologia. Existem também pessoas que fazem mau uso da comida, por exemplo, e a culpa não é da comida - é da pessoa.

Existe muita gente fazendo mau uso da tecnologia sim, mas daí as pessoas olham e generalizam dizendo "é um absurdo hoje em dia as pessoas não largarem mais o telefone para nada" quando deveriam dizer "esta pessoa aí é mal educada".

Abraço!

railer disse...

acho que tudo é questão de bom senso. no seu texto você fala que é a favor desse uso, mas completa dizendo que 'sempre que o ambiente permitir'. se a gente está com amigos, por exemplo, nada melhor do que aproveitar o papo e não ficar grudado no telefone.
eu sou da área de tecnologia, tenho smartphone e adoro a sensação de estar conectado o tempo todo, mas sei usar e sempre que posso até desligo o aparelho.
leia a postagem que coloquei hoje no blog e que, por acaso, tem a ver com esse lance da tecnologia também. (clique aqui)
abraços!

Jota Farr disse...

Outra coisa que não falei antes: me identifiquei totalmente com a moça do vídeo, sou desse jeito,chego a achar ridículo o quanto as pessoas não se dão conta do mico que pagam. Tenho uma promessa comigo mesmo que sigo à risca, que é me manter meio analógico e meio digital, por exemplo: faço ilustração por meio dos programas da área mas faço gravuras usando os processos gráfico manuais como monotipia e outros.Assim a vida segue mais pé no chão, realista...funciona para mim.

Margot disse...

Demorei a me tornar "virtual"..ja tinha quase 30 e até hoje ainda corro atras, pois, por vezes não consigo "compreender" os termos e os novos aparelhos. Apanhei feito cachorro perdido do meu "computadorzinho portatil"(rs), ou, smartphone... mas consegui chegar lá. Agora quero um mais potente.
Mas, concordo com o Wair... quem teve infancia "na rua", "namoradinhos na esquina", não abandona de todo esse costume em troca de joguinhos e bate papos virtuais. Mas, penso tambem que, se eu não acompanhar o mundo, a fila vai andar, e eu vou ficar pra trás..... Definitivamente, eu não quero isso. Então, estou me adaptando... não quero morrer na praia.

Abraços....

ivan disse...

Concordo com vc em parte. É irreversível, e quem não se adaptar, die. Mas o vídeo mostra algumas situações em que o vício didigtal susbtitui a experiência de vida. As pessoas não viajam mais para experimentar um lugar. É para tirar a foto. Comer uma comida bacana? Isso é secundário. Primeiro vem o post na rede social. Curtir um show? Não, eu vou é ficar gravando tudo. Realizar não é importante. O que importa é mostrar. Acho isso doentio. Ainda bem que o 3G no BRasil éuma m* kkkkkk.

Anônimo disse...

Nao tem coisa pior do que sair com alguém e a pessoa nao sair do telefone. simplesmente ridícula essa necessidade de ficar no celular o tempo inteiro. as mensagens nao vao se apagar, dá pra olhar depois. e francamente, quase nunca é um assunto realmente sério e urgente

Jota Farr disse...

Eu errei ao enviar um comentário e acabou indo só uma segunda opinião minha, mas preciso dizer: Você deve ter um grupo de amigos, namorado ou marido incríveis, porque parece que eles não abusam muito do uso dos smartphones; eu peno para fazer as pessoas se ligarem que estão indo além da conta, me incomoda muito a falta de bom senso; com os meus sobrinhos então, tem sempre um "gadget" entre nós!

Anônimo disse...

Mas as pessoas ficaram sem noção, ponto. Famílias não se falam mais, pessoas não fazem mais refeições juntas, amigos não socializam, namorados não aproveitam mais programas de fim de semana - isso é fato, acabou-se o tato, o abraço e o beijo, todos apenas se 'curtem' ou 'descurtem' Passeios? Piqueniques? Pescarias? Arrasar e sensualizar numa pista? Ficar de bobeira só curtindo e ouvindo o outro? Banho de chuva a dois? Coisas do século passado.