quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A dama de titânio



O discurso de Hillary Clinton para as Nações Unidas ontem em Genebra é realmente histórico. Nunca na história daquele país uma administração federal havia mostrado tamanho comprometimento com a causa GLBT. As palavras foram firmes e as posições bem definidas. Principalmente nos pontos em que o país mais poderoso do mundo se compromete até com sanções econômicas contra os países que não respeitarem os gays.

Na prática a história é bem outra. É claro que nada muda de uma hora para a outra com um discurso. Principalmente saindo da boca de um país que mal tem feito a lição de casa. A maioria dos gays americanos nem pode ainda se casar com seu parceiro, e é justamente dos Estados Unidos que vem um dos mais cruéis resultados da homofobia da sociedade: o suicídio de gays adolescentes.

Mas há que se atacar por todos os flancos. Esta é uma guerra de muitas frentes. E as sanções podem sim funcionar em alguns casos específicos como Uganda, onde ser gay é uma sentença de morte. E tem aquele velho ditado, muito verdadeiro: água mole...

"...It is violation of human rights when people are beaten or killed because of their sexual orientation, or because they do not conform to cultural norms about how men and women should look or behave. It is a violation of human rights when governments declare it illegal to be gay, or allow those who harm gay people to go unpunished..."
(A transcrição da íntegra do texto do discurso pode ser lida aqui)

3 comentários:

Paulo Braccini - Bratz disse...

gostei de sua contextualização do fato ...

Anônimo disse...

Lá vem eles se metendo na política interna dos outros, vai fazer o dever de casa em casa, miss pinton!

Cara Comum disse...

Bom, como vc disse, eles não fizeram todo o dever de casa, mas podem sim ajudar a melhorar a situação em outras partes do mundo...