quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Só sei que é assim

Eu não sei se o Gabriel Chalita é gay e nem tenho curiosidade em saber porque para mim não interessa. Mas ele certamente sabe que quando um candidato se joga em uma eleição tão importante quanto a prefeitura da maior cidade do Brasil a vida pessoal vai ser assunto. É cruel? É. Tem importância com quem fulano ou sicrano está dormindo? Não. Mas, infelizmente, é assim.

Nos Estados Unidos uma infidelidade amorosa tem mais peso negativo no curriculum de um candidato do que o despreparo para governar. No Brasil, nem tanto, contanto que o candidato tenha dormido com o sexo oposto.

Na sabatina Folha/UOL de ontem o Chalita demonstrou preparo e segurança. Até o assunto enveredar por sua vida pessoal. Barbara Gancia foi direto ao ponto: "o senhor acha válido o eleitor questionar a sexualidade do candidato?". Neste ponto o desconforto de Chalita ficou claramente visível.

É realmente cruel. Porque mesmo que ele não seja gay, certamente vai passar a campanha inteira se explicando (lembram do "é casado? tem filhos?" que a campanha da Marta Suplicy tentou fazer colar no Kassab?). E se ele realmente for gay, só teria sossego se se assumisse publicamente - o que provavelmente significaria o fim de suas pretensões políticas. Ou não.


11 comentários:

Marcos Rocha disse...

Acho estranho a resposta do Chalita quando diz que deve haver separação entre vida pessoal e vida política. Acho que ele se esquece de que a vida política é consequencia da vida pessoal, ideiais, planos, visões. O ser humano se forma antes do ser político. Quando à escorregada em não dizer de fato quem é, ou do que gosta, seja gay ou não, mostra que num futuro próximo ele poderá escorregar e não responder outras perguntas que possam interessar ao eleitorado. Eu o acho bastante preparado, eloquente, mas escorrega demais quando fala de si... criticar é fácil. Enfrentar é difícil

Oliveira Santos disse...

Vivemos na falsidade velada igual no tempo dos coronéis de Gabriela, só mudou o tempo em sentido de data, mas continua tudo a mesma coisa, se vivêssemos em um País mais evoluido ele não estaria nem aí, e ainda ganharia em disparada!!!!

Margot disse...

Tomara que não e se ele for gay... que fale. A comunidade mostrará sua força.
Beijos Luciano.

David® disse...

essa eleição em sp tá osso viu!

railer disse...

não tinha visto isso e realmente ele hesitou nas respostas, fez rodeio e não respondeu a questão. pena, poderia ser mais direto e, a exemplos de outros, falar disso. acho que a questão católica pesa nesse ponto pra ele também.

Anônimo disse...

Eu sempre bato na tecla de que as pessoas célebres abrem margem para uma invasão de privacidade dentro do "limite do razoável", portanto seria a política do PERGUNTE, RESPONDA O QUE QUISER!

Anônimo disse...

No caso dele não faz diferença. Um católico praticante não pode nem mesmo olhar com desejo para um homem. Esse simples ato faz com que ele sai da "condição" para o "pecado". Então, sendo gay ou não, nunca o veremos de mãos dadas com um cara.

Anônimo disse...

Pior que ele tem a maior cara e jeito de gay... Desculpe, falei ! Nem é uma questão de preconceito, pois também sou gay,rsrs.

Anônimo disse...

É... sempre houve aquela desconfiança da amizade dele com um certo padre muito fashion...

Anônimo disse...

obvio que ele é gay, mas em que mundo que vcs vivem?? as pessoas nao estao preparadas para o cara se assumir, acho que ele ganhando as eleicoes ele vai se sotaldo aos poucos ( o caso do gugu por exemplo, todo mundo hoje em dia sabe, o que sabiamos a seculos e ninguem liga para ele ser gay) agora o que me irrita é que o fernando haddad nao é gay mais tem uma politica super aberta para a questao dos gays e o chalita nao sei se por ser e ter apoio da igreja nao pode/nao tem nada previsto em sua politica quanto a direitos glbt, mas acredito que se eleito fará algo, para mim qualquer um dos dois, menos celso russomano ( chato, mala e pedante) !

Anônimo disse...

Sim ele significa e muito, mas sexualidade não devia mais ser parametro pra eleição, estamos vivendo no sec. XXI.