quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Retrato antigo


Estive na minha cidade natal no começo do mês e reencontrei meu primo Romel, que não via há muito. O Romel é bem mais novo que eu, também engenheiro, e tem como passatempo o levantamento da genealogia da família. Ele praticamente já conseguiu reconstruir o traçado da família até a segunda metade dos anos 1800, e tem histórias fascinantes para contar e uma grande coleção de documentos e registros antigos.

Não há nada tão poderoso quanto um retrato antigo. A foto de cima é do começo dos anos 50 e mostra meus pais (à esquerda), minha tia (já falecida, com o violão), e o outro casal são meus tios. Me dá um arrepio só de pensar que antigamente os homens iam para um piquenique usando calça social, camisa social de manga comprida e sapato social de couro envernizado - e certamente usando uma cueca samba-canção de cambraia por baixo. E as mulheres muito provavelmente ainda usavam combinação e anágua por baixo das saias.

Mas um dos registros fotográficos mais antigos da família é este outro aí embaixo, de 1928. Todos da foto já estão falecidos. O rapaz em pé lá em cima, o último da direita, era meu tio-avô, médico, casado com uma irmã da minha avó. Como naquela época as pessoas não sacavam o celular e saiam fotografando assim a torto e a direito como hoje (os celulares naquela época nem tinham câmera rs... rs...), a foto muito provavelmente foi feita em um Studio Photographico (dá pra notar que há um painel fazendo um fundo falso atrás). A pose deve ter sido preparada e ensaiada com extremo cuidado. E eu não me canso de reparar nos cabelos, nos sapatos, no vestido da tia Maria Ignácia, e nas polainas do tio Fábio (sentado).


11 comentários:

Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz disse...

um barato tudo isto ... tb tenho uma coleção de fotos assim dos parentes ...

Daniel disse...

Eu também achei fotos da família de 100 anos do meu avô paterno!!!

Cara Comum disse...

Nossa! Que máximo! A minha família faz tanto mistério sobre os parentes que eu tenho a impressão de que deve ter uma história muito estranha na família, só pode!

Abraços!!

Rodrigo disse...

Incrível, e mais ainda a história da foto.

Margot disse...

Luciano, que bom deve ser poder traçar sua árvore genealógica até meados de 1800. As fotos também são encantadoras. Tenho uma ou duas da década de 30... meu pai. Também são lindas e as guardo com carinho. Ab.

Felipe disse...

Oi Luciano, adoro seu blog, acompanho sempre. Em qual engenharia você se formou? Como foi a experiência de se formar em um curso tão machista? Faço engenharia química e passo por essa situação, haha, abraços.

Luciano disse...

@Felipe:
Eu sou engenheiro eletrônico e trabalhei 20 anos na profissão. Neste tempo viajei muito para o Iraque, Arábia Saudita e Qatar com equipes só de homens. Nunca tive um único problema, muito pelo contrário. Sempre tivemos um clima de extrema camaradagem e respeito, e sou amigo de muitos ex-colegas até hoje. Foi um período muito bom, do qual tenho saudades.
Abraço.

Anônimo disse...

Nossa que interessante as fotos, eu adoro fotos antigas, e estórias de famílias, árvores genealógicas, acho muito interessante, gostaria de saber mais sobre a minha, mas não sei sinceramente por onde começar, o campo de investigação é bem vasto. Fotos antigas são muito interessantes, já fui em algumas exposições de antiguidades, tem cada foto bem interessante, fotos perdidas, e que dá pena, pois vão se deteriorando, têm gente que joga fora no lixo, um absurdo. Antigamente, mas muito antigamente, os álbuns de famílias ficavam nas salas de visitas em um canto, para serem olhadas, albuns de grande luxo no acabamento, obras de arte.
Ei Luciano, você viajou muito heim, estes Países me chamam muito a atenção, acho fascinante o Oriente Médio, a cultura é muito rica. Você deve ter muitas fotos de lá e lembranças destes locais, ou não?

Luciano disse...

@Anônimo:
Tenho sim muitas lembranças do Oriente Médio - foi um período muito importante para mim. Vez ou outra escrevo alguma coisa aqui no blog. Como aqui, aqui, e aqui.
Abraço,
**

Diogo Didier disse...

As fotografias, seja a época que for, têm o poder de eternalizar o momento, registrar os instantes mais singulares da nossa vida. E mesmo com a tecnologia atual, esse poder de armazenar o tempo em poucas imagens não mudou, apenas ampliou-se...

Bjoxxxxx no coração!

Anônimo disse...

Ei Luciano gostei de suas aventuras pelo Oriente bem interessante, nossa. mas aquele abismo heim cruiz credo, e do nada despencar daquela altura, arrepios!!!!