sábado, 9 de outubro de 2010

Rir é o melhor remédio

Eu tenho uma dificuldade muito grande com comédias. Pouquíssimas coisas me fazem rir. Não acho a menor graça, por exemplo, em humor que se baseia em caretas, vozinhas supostamente engraçadas ou esquetes sempre iguais somente com o cenário variando a cada semana. O que vale para explicar que, para mim, programas do tipo Zorra Total ou A Praça da Alegria são absolutamente constrangedores, para dizer o mínimo.

Eu costumo gostar muito do tipo de humor que explora de forma inteligente as trivialidades do mundo pop, principalmente com referências de cinema, moda e televisão. Este tipo de humor tem um público muito específico pois quem não identifica a referência não vai achar graça. Como o grande público brasileiro não é muito bem informado este tipo de programa é sempre um grande risco.

Agora, uma coisa é certa: quer testar um novo estilo de humor? Apresente o programa para um grupo de gays. Não existe grupo que seja, em termos gerais, mais bem informado, mais ácido, sagaz, perspicaz, irônico, sarcástico, cheio de malícia, capcioso, ou manhoso. Tudo isto junto e misturado. E isto não é uma teoria, é um fato.

Vi ontem pela primeira vez o novo humorístico da Globo Junto & Misturado. Gostei. Não gostei tipo de rolar no chão de tanto rir, mas gostei gostando - de um jeito apropriado para um programa que começa quase à meia-noite de sexta-feira. Rolar de rir neste horário assustaria os vizinhos, ou provocaria uma congestão. O programa tem um elenco jovem e bonito, simpático até, e é ágil. Tem um formato diferente: cada bloco tem um tema, e o diálogo dos personagens sobre aquele tema vai sendo entremeado com encenações rápidas das absurdidades que estão passando pela cabeça dos atores. Abaixo, o bloco mostrado ontem sobre o famoso ato de brochar. Com exceção do querido leitor e de mim, sabemos que todo o resto do mundo já deve ter brochado um dia.

Um comentário:

João disse...

Comentei o que você disse sobre o programa com um amigo. De fato, não é de morrer de rir, mas também não é piada barata, forçada e nem apelativa. Fazia tempo que não sentava no sofá da sala, e esperava começar um programa da TV aberta. Consegui economizando aqui e ali, e consegui uma assinatura pra tv do meu quarto. Assistir filmes, seriados e documentários parece mais produtivo, do que perder uma hora tentando rir do Zorra Total.

Ótimo blog! =)