quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Ricky Martin em frente e verso

Comprei o livro do Ricky Martin no aeroporto de Buenos Aires para ler no avião. Eu queria mesmo ler o livro em espanhol. Apesar de Ricky Martin atualmente ser bilíngue, acredito que o projeto original tenha começado em espanhol - que é a primeira língua dele.

Eu gosto do Ricky Martin. Acho ele bonito, charmoso, sexy, gostoso, simpático, e gosto de muitas das músicas que ele canta. Se ele me desse bola eu toparia até morar com ele em um iglu no Polo Norte. Passei a admirá-lo ainda mais depois da saída do armário.  Assumir-se é um passo difícil para qualquer mortal, imagine então para alguém que vive sob o constante escrutínio de milhões de fãs, revistas, e jornais. Não dá nem para imaginar a pressão. Ricky Martin tem cara de bom moço, e é ótima referência para os adolescentes que estão descobrindo a sexualidade e que se vêem perguntado "por que eu?".

Logo na terceira página ele menciona de passagem a homossexualidade: "Por isso senti a necessidade de acabar com um segredo que vinha guardando há muitos anos: Tomei a decisão de revelar ao mundo a minha homossexualidade e comemoro este presente que a vida me deu".

O livro começa em tom informal de confidência, como uma conversa de amigos sentados na praia em volta de uma fogueira em uma noite estrelada. "Meu nome verdadeiro é Enrique Martin Morales, mas a grande maioria das pessoas me conhece como Ricky Martin: músico e cantor, compositor, filantropo, e talvez existam algumas pessoas que se lembrem que também sou ator. Eu sou todas estas coisas, mas também sou muito mais. As pessoas mais próximas me conhecem por Kiki (apelido carinhoso que vem de Enrique) e, além de ser artista, para eles sou também filho, irmão, amigo e - mais recentemente - pai."

Nos próximos dias vou estar na boa companhia do Ricky. Sem precisar me mudar para um iglu no Polo Norte.

6 comentários:

Rodrigo disse...

me darei de presente de natal!
=D

Introspective disse...

Não sou louco por ele nem pelo som dele, mas tem uma música dele que eu adoro: "Tal Vez", que foi trilha de minha viagem a BsAs em 2003 e desde então sempre me remete aos fins de tarde naquela cidade.

tommie disse...

E pensar que ele era do grupo que cantava "Não segure muito teus instintos porque isso não é natural...Não controle, não domine, não modere, tudo isso faz muito mal...Não se reprima, não se reprima"

Lobo disse...

Acho que concordo com tudo... menos que gosto das músicas que ele canta. :p

E nem acho um iglu no polo norte uma opção ruim. Nunca mais passar calor na minha vida parece bem convidativo XD.

Um beijo Lú!

Anônimo disse...

ACHO ELE MEIO CLICHE.

Papai Urso do Interior disse...

Ricky é um sortudo por ser gay e poder dizer isso abertamente num livro, se libertar, exorcizar esse demônio que aprisiona a muitos (inclusive eu) dentro de um armário blindado, 24 h/dia... Com vida estabilizada, finanças em dia, nenhuma ex-pentelha p/ encher o saco e extorquir pensão, filhos de barriga de aluguel, ELE PODE se dar ao luxo da verdade, muitos de nós, ainda NÃO... Não gosto dele musicalmente, mas depois que veio a público para se declarar gay, ganhou um fã número um!