segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Santuário

Por que será que todo filme de ação e aventura tem que incluir personagens chatérrimos que ficam discutindo a relação o tempo todo? E famílias partidas que vão se redescobrir ao lutarem juntas pela sobrevivência?

Santuário (Sanctum, 2011) tem cenas lindíssimas filmadas embaixo d'água em 3D (com o mesmo equipamento utilizado em Avatar, lembra o cartaz do filme), muito perigo em situações claustrofóbicas com os personagens tendo que escapar por passagens submersas de diâmetro pouco maior do que o do próprio corpo e chegando do outro lado com o último fôlego, técnica 3D bem aproveitada (que pela primeira vez não me cansou os olhos) e páginas e mais páginas de diálogos intragáveis proferidos por personagens insuportáveis que felizmente vão morrendo à taxa de um a cada cinco minutos. Em um determinado momento eu cheguei a pensar que não haveria sobreviventes, mas é claro que sempre tem que sobreviver pelo menos um para contar a história.

O enredo é baseado em relatos reais de uma expedição que se encontrava no interior da maior caverna do mundo na Papua Nova Guiné quando foi surpreendida por um furacão e teve que se embrenhar pelos lagos, rios e passagens da caverna à procura de uma outra saída. Uma sugestão: tome um chá de camomila antes, leve seu iPod com uma trilha new age, e curta só o visual do filme como um longo videoclipe 3D.

3 comentários:

Daniel disse...

A dica é: quanto mais o filme se apoia nos (d)efeitos especiais, menos ele vale a pena. Viu que o cartaz só menciona que foi "produzido" por James Cameron? Fuja! (aliás, se tivesse sido dirigido e escrito, também).

Papai Urso do Interior disse...

Sim tudo isso e mais: o protagonista é sempre um louro ou morenaço de fechar o comércio encarnando o eterno paizão americano, infelizmente eles não ficam calados e disparam coisas do tipo, 'Jimmy! Jennie! cuidado! Oh não!' ou neosabichões a ditar regras 'Por aqui, rápido', 'Assim teremos reserva de oxigenio'... Clichê dos clichês, mas aqui e acolá tem as paisagens, né?! rsrsrs...

Wallace R. disse...

Não perco mais tempo com filmes hollywoodianos. Hoje em dia nem Burton e Shyamalan, que são os meus preferidos, me surpreende mais.